O projeto original de ampliação da cobertura do plano de saúde é de autoria do deputado Geraldo Resende (PMDB-MS), que é médico ginecologista.
A proposta foi aprovada definitivamente em março pelo Senado.
O presidente Lula manteve um outro benefício que já constava da Lei 9.656: os planos continuam obrigados a cobrir o atendimento em casos de emergência (que implicarem em risco imediato de morte ou de lesões irreparáveis para o paciente).
Estes devem ser resultantes de acidentes pessoais ou complicações na gravidez.
Os hospitais conveniados com o Sistema Único de Saúde (SUS) fazem procedimentos de planejamento familiar.
Resende reconhece que métodos de concepção, como o de fertilização, devem onerar os planos de saúde, que, segundo ele, terão que se adaptar às novas regras. Ele argumenta que o grande problema é que muitos casais, desejosos de ter filhos, até vendem seu patrimônio para poder financiar em clínicas particulares o tratamento. A fertilização assistida, como é chamada, tem custos que variam entre R$ 20 mil a R$ 40 mil nessas clínicas particulares do país.

